Mário Viegas, 47 anos (Mar 1996)
ID: #12019
Data de Nascimento:   10/11/1948
Data do Falecimento:   01/04/1996
Figura Pública:   sim
Categoria / Profissão:   Artistas
Endereço do Cemitério:   Cemitério dos Prazeres, em Lisboa
Mapa Google:   Cemitério dos Prazeres, em Lisboa

António Mário Lopes Pereira Viegas foi um Actor, encenador, declamador, escritor, coleccionador, pintor, ele tornou-se muito cedo numa referência de ruptura, de provocação no meio cultural português.

Reconhecido como um dos melhores actores da sua geração, despertou para o teatro ainda aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Daí passou para a Escola de Teatro do Conservatório Nacional, tendo a sua estreia profissional no Teatro Experimental de Cascais.

Foi fundador de três companhias teatrais (a última das quais a Companhia Teatral do Chiado) e actuou em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos e Espanha. Notabilizou-se como encenador, tendo dirigido obras de autores clássicos como Samuel Beckett, Eduardo De Filippo, Anton Tchekov, August Strindberg, Luigi Pirandello ou Peter Shaffer. Pela sua actividade foi distinguido, diversas vezes, pela Casa da Imprensa, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e pela Secretaria de Estado da Cultura, que lhe atribuiu o Prémio Garrett (1987).

No estrangeiro foi premiado no Festival de Teatro de Sitges (1979), com a peça D. João VI de Hélder Costa. O seu último êxito teatral foi a peça Europa Não! Portugal Nunca (1995).

No cinema participou em mais de quinze películas, entre elas O Rei das Berlengas de Artur Semedo (1978), Azul, Azul de José de Sá Caetano (1986), Repórter X de José Nascimento (1987), A Divina Comédia de Manoel de Oliveira (1991), Rosa Negra de Margarida Gil (1992), Sostiene Pereira de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni. Teve uma colaboração regular com José Fonseca e Costa — Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991).
Em 2001 o Museu Nacional do Teatro dedicou-lhe a exposição Um Rapaz Chamado Mário Viegas.

Morreu no dia 1 de abril de 1996, faz hoje 16 anos. Foi no dia das mentiras, mas tratava-se de uma crua verdade. O actor Mário Viegas morre de sida em Lisboa aos 47 anos.

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